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O Uso do Bambu na Construção

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O Bambu e Suas Mil Uma Utilidades

Pesquisadora da UFAL ressalta potencial do bambu na construção civil.

Por Lilian Burgardt

Escadas de bambu, janelas também de bambu, e até bambu prensado na parede. No design das construções, este material 100% natural tem sido amplamente utilizado, seja para dar um toque informal às residências beira-mar ou, mesmo, quando aplicado em paredes, para reduzir os ruídos dentro de casa, o bambu não é novidade. Mas e nas construções? Você já deve ter visto em filmes, em especial da China, casas feitas de bambu. No litoral brasileiro, também não é difícil encontrar uma ou outra casinha feita deste material. Agora, e nos centros urbanos brasileiros?

Embora um tanto incomum, esta é justamente a idéia da mestre em Arquitetura e Urbanismo da UFAL (Universidade Federal de Alagoas), Thaisa Sampaio. Ela, que desde os tempos da graduação estuda o uso do bambu nas construções, defende sua utilização como alternativa para baratear o custo da construção de residências populares nos centros urbanos e, de quebra, reduzir o impacto ambiental, já que este é um material natural e renovável.

"O bambu é amplamente utilizado em diversas partes do mundo, tanto pelo aspecto econômico, como, também, por sua resistência", conta Thaisa. Para se ter uma idéia, uma casa popular feita de bambu, no Equador, onde esta tecnologia já é amplamente utilizada, custa, em média, US$ 400. Já uma casa de alvenaria não sai por menos de US$ 10 mil. Em relação à resistência, Thaisa afirma que o bambu pode ser comparado ao aço e à madeira. "Apesar de entre os três apresentar o menor peso específico, é um material de grande resistência física, podendo ser utilizado para treliças de telhado, estruturas de vigas, pilares, escadas, etc", diz.

Segundo a pesquisadora, o bambu também pode ser utilizado nas construções, como alternativa ao tijolo, sem função estrutural, apenas para o fechamento de paredes. "O bambu pode aparecer em dois tipos de sistema construtivo: como uma taipa (estrutura de bambu amarradas entre si, com acabamento de barro ou cimento que pode ser emassado e pintado), ou como esterilha (estrutura em varas de bambu, fechamento em esteiras de lascas de bambu amarradas e acabamento em cimento, emassado e pintado)."

Thaisa diz acreditar ainda que o bambu pode surgir como alternativa para gerar emprego. "Por ser uma alternativa excessivamente manual, em que se faz necessário o trabalho de corte e amarrações, certamente precisa de mão-de-obra específica para seu manuseio", explica.

Ok, mas se o material tem assim, tantas vantagens, porque sua utilização ainda é questionada? Segundo a pesquisadora, apesar de ser um material 100% natural, o bambu também causa danos ao meio ambiente. Isto porque passa por um processo de queima ao ser utilizado nas construções, despejando CO2 (dióxido de carbono) e poluindo o ar. "Claro que é um dano pequeno se comparado aos depósitos sólidos, líquidos e gasosos despejados no meio ambiente pelo uso de cimento, tijolos e outros materiais", pondera. Além disso, o preconceito da população em relação à resistência do bambu também é outro entrave. Mesmo assim, Thaisa não desamina. "Estes são os dois pontos que pretendo trabalhar em meu doutorado para ampliar a utilização do bambu nas construções", finaliza.


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BAMBOO: LOW COSTING HOUSE


TUDO SOBRE O BAMBOO

Embora a Ásia seja justamente considerada o habitat por excelência do bambu, não se deve esquecer a América Central e América do Sul, regiões nas quais o bambu ainda não é objeto de “veneração” tão fervorosa, mas cujas funções utilitárias já eram valorizadas no tempo dos Incas. Na China, os pincéis dos calígrafos, assim como as pequenas placas que recebiam a tinta eram de bambu. Os primeiros livros eram compostos de finas placas de bambu, artisticamente unidas umas às outras. Atualmente existem grandes fábricas de papel que usam o bambu como matéria-prima.

O bambu ilustra frequentemente a concepção taoísta segundo a qual se deve ceder às condicionantes externas para melhor triunfarmos na vida. É a imagem do bambu que se verga sob a fúria da tempestade, para em seguida voltar a erguer-se, surgindo em todo o seu esplendor.

Existem cerca de 1200 espécies diferentes de bambus com aproximadamente 50 gêneros ao redor do mundo. O bambu pertence à família das gramíneas que atingem de 10 cm até 35 metros de altura com diversas cores: amarelo, vermelho, preto, listrado, dourado, verde entre outras. Existem bambus quadrados e alguns em que os entrenós são arredondados. Os bambus basicamente têm dois tipos de comportamento: alastrante e o entouceirante. Os alastrantes crescem de forma mais espalhada onde cada galho tem uma distância maior um do outro e é útil para controle de erosão porque faz uma verdadeira rede subterrânea. Os bambus entouceirantes crescem de forma unida formando moitas localizadas. Os entouceirantes são bons para paisagismo, trazendo diversas soluções desde barreira de vento, barulho fechamento de muro ou apenas para contemplação. Os nossos bambus são em sua maioria entouceirantes por facilitar o manejo.

Espécies disponíveis no Sítio da Mata Bambus

Bambu nigris : bambu com caule preto que atinge até 2 metros de altura. Ele é entouceirante (não alastrante) muito bom para paisagismo por ser mais delicado.

Bambusa tuldoides : bambu de médio porte com caule verde e folhas finas escuras. Tem como principal característica entrenós mais longos. Atinge 17 metros de altura e é útil para jardins e paisagismo.

Bambusa vulgaris : bambu de grande porte, entouceirante, com folhas e hastes verdes. Atinge 30 metros de altura e colmos com até 30 cm de diâmetro. Bom para fechar muros, barragem de vento e barulho.

Dendrocalamus giganteus : um dos maiores bambus existentes. Ele é a estouceirante, os caules crescem unidos não sendo um bambu alastrante. Atinge trinta metros de altura e até 50 cm de diâmetro quando adulto. A haste é verde, suas folhas largas e os colmos vão engrossando no broto à medida que amadurece. Ele atinge a maturidade com cinco anos sendo que com três anos ele já esta com 10 metros de altura.

Dendrocalamus minor , taquarinha ou vara de pescar: alastrante moderado, verde, suas hastes são finas e alongadas. Atinge até 30 metros de altura. Muito usado perto de lagos ou rios para conter erosão.

Guadua angustifolia Kunth : entouceirante porém com colmos distantes 0,5 m. Colmos medem 15 a 20cm de diâmetro e podem atingir 30 metros de altura. Caracterizam-se pela cor verde intensa e faixa branca nos entrenós. Colmos largamente utilizados em arquitetura e estruturas rurais.

Metake ou Chinensis : bambu fino com folhas verdes escuras. Hastes bem retas que atingem até três metros de altura. Alastrante moderado. Ótimo para paisagismo por ser um bambu delicado e fácil para poda.

Mini bambu : mini bambu com folhas verdes escuras. Cresce até 10cm e é ótimo para jardins e canteiros.

Mini bambu variegato : mini bambu com folhas variegatas verde e branco. Cresce até 10cm e é um ótimo bambu para jardins e canteiros.

Phylostachys viridis ou bambu amarelo: bambu de grande porte amarelo com listras verdes. Entouceirante (não alastra) atinge até 30 metros de altura, suas folhas são finas e verdes claras. As hastes tem de 10 a 15cm de diâmetro e é um ótimo bambu para fechar muros, isolar barulho e fazer barreira de vento.

Pleiobastus variegatus : bambu de pequeno porte com folhas variegatas verde e branco. Atinge até 3 metros de altura e pode ser facilmente podado. Muito bom para cercas perto de muros.

Efeito Estufa

Segundo Adriana Santos Ribeiro do Instituto do Bambu, o bambu é uma planta que representa um papel critico no balanço entre oxigênio, O2, e dióxido de carbono, CO2, na atmosfera. Isto se deve ao fato de que o bambu gera mais O2 que o equivalente a três arvores e algumas espécies de bambu chegam a absorver mais de 12 toneladas/hectare de CO2 da atmosfera. Como absorve uma maior quantidade de CO2, que é um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global devido ao efeito estufa, o bambu favorece a manutenção ambiental do planeta.

Origem da palavra bambu
“Antigamente na China, faziam-se fogueiras com bambus em cerimônias religiosas. Acreditava-se que o ruído provocado pela explosão dos entrenós espantava os maus espíritos, fazendo com que os deuses pudessem atender suas preces.”

Daí a origem da palavra “BAMBU”

Vem do estalido do bambu queimando... .e suas explosões!

BAM!... BUHUHU ! !...


Fontes: Portalpaisagismo.com.br / Ricardo Carvalho Neuding

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